terça-feira, 15 de Julho de 2008

Ronalda - Primeiras exposições.

Um primeiro contacto com coleguinhas bicolores da Casa do Trevo.Outros concorrentes.













A nossa vez!






O merecido descanso.
Linda, hein?!
Os meses voaram!
Bastante trabalho e com os felinos como prioridade, as minhas intenções de trazer para este espaço fotos e histórias do nosso velho Freud e do desenvolvimento da Ronnie, ficaram um pouco para trás.
Não tive tempo suficiente para ela e a aprendizagem do asseio, difícil nos Basset-Hounds, não foi excepção. Mesmo acompanhando o Freud, nas idas à rua, a volta ao quarteirão acabava sem sequer um xi-xi, que, toda contente, vinha fazer, se eu estivesse com sorte, no terraço de casa.
Li uns artigos nas revistas, sobre treino de cães e resolvi que tinha que fazer alguma coisa de concreto, e rapidamente, para não ficar com outro cão mal educado em casa. Também gostava de a levar a uma exposição mas estávamos longe, ainda nos faltava o básico.
Fiz quatro sessões com a Eduarda, treinadora de "obedience" e dona de bem comportados Border Collies, mas foi pouco. O treino sem trela, com clicker, nestas primeiras aulas, parece uma forma de os ensinar a comer um "tupperware" de salsichas em vinte minutos!!
Ela começou a ficar preocupada com a história da exposição e recomendou-me a Karin, criadora de Westties, com mais hábitos de "handling" já que os treinos destas modalidades são bem diferentes.
Na primeira "aula", quando lhe pôs uma trela de exposição, a Ronnie que só estava habituada ao peitoral, parecia uma mistura de jumento com potro selvagem e por uns momentos desisti logo de exposições. Depois lá se habituou e passou a trotar com mais dignidade. Prometi que treinava durante a semana a posição estática mas pouco consegui fazer. Na segunda vez correu, apesar de tudo, um pouco melhor.
E, foi assim, novatas e muito verdes, que atacámos as nossas primeiras exposições caninas, a Lisboa Winner no Sábado e a Mediterrânea, no Domingo, no Hipódromo do Campo Grande.
Ainda sem automatismos, não a ajudei muito ... a Ronnie, ficou em segundo lugar das cachorras da raça, com Muito Bom, nos dois dias. Foi uma boa experiência, calminha, sempre ao meu lado, a socializar com os camaradas de todas as raças, a Ronalda foi uma óptima companhia.
E há lá coisa mais engraçada do que um grupo de Bassets?!
Agradeço aos criadores da "Casa do Trevo" a sua simpatia e a motivação que me deram para continuar e aos amigos do "Vale das Princesas" que, no intervalo da apresentação dos seus Pastores Brancos, nos tiraram algumas fotografias.

domingo, 2 de Dezembro de 2007

Como tudo começou

Já lá vão mais de sete anos desde que comecei à procura de um basset-hound. Não fazia ideia de como devia comprar um animal. Ainda visitei dois criadores conceituados que não tinham cachorros machos e eu já estava decidida. O pior que um futuro dono de um animal pode ter é pressa! A pressa leva a todas as precipitações e a compras de impulso.
Acabei por adquirir um cachorrinho a alguém que eu tinha contactado antes e que me telefonou dizendo que tinha um último disponível de uma ninhada importada da Hungria e que mo levava a casa para eu ver...
Claro que o adorei... era bem marcadinho...tão pequenino...ficou!
Não vi os pais, não vi as condições em que tinha sido criado, não pensei que com seis semanas era muito cedo para ser tirado da mãe e viajar de avião, nada...
Duas semanas depois já estava com ele no veterinário com problemas respiratórios. Não tinha sido sequer desparasitado ...
Tratou-se, e, assim, começou a história do Freud, o basset-hound que viria a ser o mais teimoso, o mais manhoso, o mais ladrão e com o pior feitio de todos os cães...mas um adorável companheiro também.
Uns anos depois entusiasmei-me pelo hobby da criação de gatos Maine Coon, esse gigante americano, doce e meiguinho e o Freud, que já tinha como amigo o Cliff, um gato de rua, aceitou de bom grado a entrada dos bichanos no seu espaço. O seu temperamento torcido nunca se virou contra os gatos que o adoram e a quem cede, até a sua cama.
Apanhada por este terrível vírus da criação, pensei fazer com o Basset-hound, em muito pequenina escala, porque não tenho nem espaço, nem tempo, o trabalho de qualidade, passo a falta de modéstia, que estou a tentar fazer com os Maine Coon.
Vou ter contacto com o mundo das exposições caninas e começar de novo a educar o menos educável dos cães...
Espero a chegada de uma cadelinha a quem já baptizei de Ronalda, nome que vaticina um bom futuro:-)). Partilharei, com os que se interessam por esta raça, as fotografias do Freud e algumas das suas "piores" histórias e as futuras aventuras da Ronaldinha, tentando transmitir o que aprendi e o que espero aprender sobre o basset-hound e algumas dicas para evitar erros aos que querem um animal de estimação.
Será um espaço aberto... às fotos e às histórias de outros basset-hounds. Sejam bem-vindos!